Wednesday, June 30, 2010

Graffiti Artist Profiles #1 - Pinel & Peace

Greetings!

thought it was time for us to get intimate with my research. I'm going to write up a DRAFT of the artists' profiles I'm working on for our book production. I'm going all out and putting these on my blog - first - so just to get me writing them, second - to air them out to the public in hopes of getting feedback, and third - cuz i thought maybe you'd find them interesting?

I don't know why they are coming out with underlines and I can't figure out how to take it off! sorry!


Jackson Barbosa: Pinel

Pinel, from the EGS (Salvador Graffiti Squad) crew, is one of Salvador’s most prolific and prominent pichadores. Despite five years participation in the Salvador Graffiti Project, he admits he’s a pichador at heart. He started to tag in high school after seeing the guy next doing it. He couldn’t afford to buy spray paint, so he used pens, whiteout, and cazeiros (???). For years, he’d hit the streets in the middle of the night with a can of spray and a backpack, blanketing the city with new pichacao. Pinel ended up getting arrested 14 times – and has 14 fascinating stories to accompany each arrest. He lit up as he told story after story about his street adventures, from broken arms, to police painting his face, pichando police officers’ homes, to “scorando” buildings.

Pinel, do crew EGS (Esquadrão dos Grafiteiros de Salvador), é um dos mais conhecidos pichadoresque proliferou sua arte por toda Salvador. Embora ele tenha participado pelos últimos cincos anos no Projeto Salvador Grafita, ele admite que é um pichador de coração. Ele começou pichar no colégio depois de ver o vizinho fazendo. Não tinha como comprar spray então ele usava caneta, caneta corretiva e material caseiro. Por anos ele saia na rua por volta da meia noite com uma lata de spray, a mochila e cobriu a cidade com nova pichação. Pinel foi preso 14 vezes e tem 14 historias fascinantes. Se emocionou cada vez que contou as historias de suas aventuras: de braços fraturados, a policia pintando o rosto dele, pichando a casa da policia e escorando prédios.

Pinel has a raw thirst to pichar. In the past he would do anything to get the money to buy spray – from selling cheese on the beach to laying bricks. He went through many phases of pichacão: scorando – the act of tagging one story higher than someone else, tagging only the ground, tagging phrases on buildings, tagging mostly in his neighborhood and tagging only wealthy areas. The crews back then use to compete by tagging the most risky places – the military police, official clubs, rich neighborhoods like Barra, or Aeroclub. Pinel recalls tagging the message “os fieis vem a rezar e agente vem a pichar” (the faithful come to pray, we come to tag) on churches.

Pinel tem uma sede para pichar. No passado, ele fez o que foi preciso para conseguir dinheiro para comprar spray: de vender queijo na praia ou trabalhar de pedreiro. Ele passou por muitas fases da pichação - escorando prédios (é o ato de pichar um andar acima da pichação do outro), pichando no chão, pichando frases, pichando no bairro, pichando só nas áreas ricas. Os crus (crews?) daquele tempo concorriam pichando nos locais com mais riscos, como delegacias, clubes oficiais, na Barra e Aeroclub. Pinel lembra pichando a mensagem em uma igreja, “os fieis vem rezar, e agente vem pichar.”

For the public who see pichacão on the streets and ask “WHY?” in despair, talking to Pinel for a couple hours might help one understand. Pichando is a way to express himself, communicate with others, and take risks. He explains that pichacão is like therapy, a way to relieve stress. For him, it is a way to be noticed, call attention to himself – afterall, if he hadn’t been a pichador, he’s just be a normal guy. And, he points out, pichacão is a lot healthier than selling drugs, robbing or drinking, like the fate of so many of his friends. For Pinel, being a pichador means challenging the system and disrupting order. He points out that pichacao generates jobs for many – from police officers to painters with the Department of Sanitation. Even Graffiti artists gain work because of pichacao – since the public prefers to see graffiti and will pay to have graffiti in order to prevent future pichacao. He explains that pichadores risk a lot when they go out and tag. They leave their families, they spend hard-earned money on spray paint, they take risks with the police, the public.

Para o publico que vêem a pichação na rua, e se perguntam “POR QUE?” com desespero, vão encontrar respostas ao falar com Pinel. Para ele, pichar é uma maneira de se expressar, comunicar com os demais e se arriscar. Ele explica que pichação é como terapia, para aliviar o estresse. Para ele, é um jeito de ser visto, chamar atenção, porque se não tivesse sido pichador, ele seria só um “rapaz” normal. Segundo Pinel, a pichação faz menos mau do que vender drogas, roubar ou beber, como foi destino de muitos amigos dele. Para Pinel, ser pichador é enfrentar o sistema e romper a ordem. Ele descreve que a pichação gera emprego para muitos como os policias e agentes sanitários. Até os grafiteiros ganham trabalhos por causa da pichação - porque o público prefere ver a arte do grafite do que a pichação, então eles pagam grafiteiros para fazer peças para prevenir que as paredes sejam pichadas. Pinel explica que o pichador sacrifica muito quando sai para pichar - deixam as suas famílias, gastam dinheiro no spray e se arriscam com a policia e o público.

After talking to Pinel we can begin to understand that the lack of opportunity and education can really be devastating in someone’s life. He told us many examples of tragedies that have happened with his friends and acquaintances who were pichadores. Some of these tragedies occurred only because of the environment of poverty – so it makes so much sense that they’d start to tag the city to try to get attention – even if for a few seconds, to say “I exist.” For the last five years in Salvador more than fifteen pichadores have died – some of them were involved in drug trafficking or crimes, others because of the reality they live in – poverty. They were all between 15 and 20 years old. Some of those Pinel mentioned included: Brad, Tron, Praga, Final do Beck, Capeta, Fibo, Jebo, Lepra, Smith, Vampi, Sinico, Gafa, Wante, Edge, Sala, Stufe, Stop. (it’s crazy to believe that not one of them had talent?!

Depois de falar com Pinel, da para entender melhor como é que a falta de oportunidades e educação pode afetar a vida de alguém. Ele nos deu muitos exemplos das tragédias que tem acontecido com os amigos e conhecidos dele, que foram pichadores. Algumas dessas tragédias ocorreriam porque moram em um ambiente de pobreza, é por esta razão que começam a pichar toda a cidade para chamar atenção - embora só por alguns segundos - e dizer ao mundo: eu existo. Pelos últimos 5 anos em Salvador, muitos pichadores vem morrendo - todos entre 15 e 20 anos de idade. Alguns deles são: Brad, Tron, Praga, Final do Beck Capeta, Fibo, Jebo, Lepra, Smith, Vampi, Sinico, Gafa, Wante, Edge, Sala, Stufe, Stop. É loucura acreditar que nem um deles tinham um talento?!

Pinel has been a part of the Projeto Salvador Graffiti for five years, and credits his participation in the project to why he no longer goes out and tag the way he use to. He’ll occasionally do a bomb here or there, but mostly he’s putting up graffiti – images of cartoon-like characters with super-enlarged quadratic heads. In 2008 (?) he had the chance to travel with the Projeto Salvador Graffiti to Europe to display his art internationally. Pinel’s wife, Monica, is also a graffiti artist with the Projeto. They live together in Sao Caetano where they both grew up (?????). They have two kids, who recently tagged up their entire house.

Pinel faz parte do Projeto Salvador Grafita nos últimos 5 anos e relaciona a sua participação como a razão pela qual ele deixou de pichar como antes. De vez em quando ele faz bombas, mais a maioria da arte e grafite – são imagens de figuras de animação com cabeção quadrado. Em 2008, ele teve a oportunidade de viajar com o projeto para Europa e mostrar a arte em um fórum internacional. Mônica, sua esposa, também é grafiteira do Projeto. Os dois moram juntos em São Caetano onde eles cresceram. Tem dois filhos, que faz alguns dias, picharam a casa inteira.




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